Questões de Micro e Macroeconomia

 

 

1) Por que a economia é considerada uma ciência social?

Resposta: A Economia trata da administração dos recursos escassos, ou seja, do bem estar material da sociedade. Para isso estuda o consumidor, a empresa e os mercados, em nível microeconômico, e a produção global, o desemprego, a inflação em nível macroeconômico. Por isso é marcadamente social.

 

2) Explique a razão de a sociedade – agentes econômicos – precisar definir o que produzir, para quem produzir, quando produzir e quanto produzir.

 

Resposta: Justamente porque os recursos são escassos, a sociedade precisa definir quais os bens serão produzidos, como serão produzidos e para quem será sua destinação.

 

3) Discorra sobre a principal característica do sistema de oligopólio e apresente as diferenças entre oligopólio puro e diferenciado.

Resposta: Oligopólio é um tipo de mercado que possui poucos ofertadores. O bem produzido pode ser puro, ou seja, homogêneo, ou diferenciado, o qual possui certas diferenças de qualidade.

 

4) Suponha que a elasticidade-preço da demanda por passagens aéreas seja 2. O que aconteceria com a quantidade demandada de passagens aéreas se o preço (variação dos preços) desta aumentasse em 5%?

 

Resposta: Dada a elasticidade-preço igual a 2, o produto é elástico, e a quantidade demandada aumenta numa proporção que é o dobro da variação do preço. Assim, a quantidade demandada de passageiros varia de 2 x 5% = – 10%.

 

5) Por que o conceito de desenvolvimento econômico é considerado mais abrangente que o conceito de crescimento econômico?  

Resposta: O crescimento econômico é mais restrito, pois significa apenas o crescimento do produto e da renda. O desenvolvimento abrange melhoria na qualidade de vida, como a taxa de analfabetismo, saneamento, expectativa de vida, educação, saúde, meio ambiente.

 

6) Partindo-se de uma situação inicial de equilíbrio de mercado de uma mercadoria, o que acontece com o preço e a quantidade de equilíbrio quando o preço dos fatores de produção dessa mercadoria aumentam?  

Resposta: Os aumentos de preço dos fatores de produção provocam aumento de preço do produto, cuja magnitude dependerá da sua elasticidade-preço. Graficamente, ocorre um deslocamento da curva de oferta para cima. Os produtos elásticos terão aumento menor, e os produtos inelásticos aumento maior de preços, e diminuição na quantidade de equilíbrio nos dois casos. Os produtos de elasticidade igual a zero terão um aumento de preço igual ao aumento de custos e manutenção da quantidade de equilíbrio.   

 

7) Quando o preço de um bem substituto aumenta, o que acontece com sua curva de demanda? Por que?

 

Resposta: O aumento de preço de um bem provoca deslocamento de um ponto sobre a mesma curva de demanda, indicando diminuição na quantidade procurada. Quanto aos demais bens, dos quais é substituto, a curva de demanda desloca-se para a direita, pois a procura pelos demais bens aumenta. 

 

8)  Em relação ao equilíbrio em concorrência perfeita e sabendo que o preço de um produto é igual a 8, que a curva de custo total é igual a 1 + 2q², e que a curva de custo médio é 1/q + 2q, o nível de produção que maximiza o lucro da empresa competitiva é igual a?  

 

Resposta: A produção é definida como a que maximiza os lucros da firma. A condição de máximo lucro em concorrência perfeita é preço = custo marginal. O preço é 8. A função do custo marginal (CMg) é representada pela derivada da função custo total: CMg = 4q. Igualando: 8 = 4q. Donde q = 2.

 

9) Dados: P1 = 10, P2 = 5, Q1 = 5, Q2 = 10, a elasticidade-preço da demanda no arco é igual a?  

 

Resposta: a elasticidade-preço da demanda no arco é dada pela expressão (dq/dp) . p/q, sendo dq e dp as variações nos preços e nas quantidades, e p e q os preços iniciais. Subtituindo: (5/5) . 10/5 = 2.

 

10) Dada a curva de demanda igual a qdx = + 0,5py – 1,2px + 10.R, pode-se dizer que:  

 

a) o bem x é normal.

b) o bem y é complementar.

c) o bem x é inferior.

d) o bem x é um bem de Giffen.

 

Resposta: Segundo a função demanda, como py vem precedido pelo sinal +, os bens X e Y são substitutos entre si. Como px vem precedido pelo sinal -, o bem X não é de Giffen. E como R vem precedido pelo sinal +, X é um bem normal.

11) A elasticidade cruzada da demanda do bem X em relação ao preço do bem Y é -1,5. A partir dessa informação pode-se concluir que o bem X é:

a) substituto bruto do bem Y, com demanda elástica em relação ao preço de Y.
b) Complementar bruto do bem Y, com demanda elástica em relação ao preço de Y.

c) complementar bruto do bem Y, com demanda inelástica em relação ao preço de Y.

d) substituto bruto do bem Y, com demanda inelástica em relação ao preço de Y.

e) todas as afirmativas estão erradas.

 

Resposta: A elasticidade cruzada é negativa, e maior do que 1 em valor absoluto. Isso significa que: o bem X é elástico em relação ao bem Y; e, por ser negativa, se o preço de Y aumenta a procura por Y cai e a procura por X também cai, ou seja, os bens são complementares. Opção b. 

 

12) Dado que Dx = 15 – 0,1px + 0,2py + 0,7R

 

Onde:  

px = preço do bem X;

py = preço do bem y;

R = renda dos consumidores.

É correto afirmar que:

a) Y é um bem de demanda saturada e X e Y não mantêm correlação.

b) X é um bem de Giffen e X e Y são bens complementares.

c) X e Y mantém relação de substituição e X é um bem normal.

d) X e Y mantém relação de substituição e X é um bem inferior.

e) X e Y mantém relação de complementariedade e X é um bem normal.

 

Resposta: Na equação o sinal de Py é positivo, ou seja, quando o preço de Y sobe a demanda do bem X também sobe, o que significa que são bens substitutos. Enquanto isso, o sinal de R é positivo, o que significa que quando a renda cresce a demanda de X também cresce e o bem X é, portanto, normal. Opção c.

 

13) Qual é a relação existente entre a utilidade ordinal de um bem e a reta de procura desse bem. Deve auxiliar-se de gráficos e expressões algébricas se necessário.

 

Resposta: As curvas de demanda e de utilidade marginal de um bem são negativamente inclinadas porque querem dizer a mesma coisa. Quando a quantidade consumida aumenta, diminui a utilidade de cada unidade consumida (a utilidade marginal cai), e o preço da unidade reflete esse comportamento subjetivo do consumidor, ou seja, ele avalia cada unidade consumida a mais por um valor também cada vez menor.

 

14) Mostre que a curva da oferta de um firma em concorrência perfeita, operando no curto prazo e a parte crescente do custo marginal dessa empresa, com inicio no ponto onde o custo marginal é igual ao custo variável médio e é também igual a receita marginal.

 

Resposta: A curva de oferta de uma firma é a curva de custo marginal da firma a partir do ponto mínimo da curva de custo variável médio. A curva de custo marginal é crescente e positiva, isto é, a produção maior resulta em custo marginal (de uma unidade a mais) cada vez maior. Isso significa que a firma só irá produzir mais se o preço também crescer e, por isso, a curva de oferta mostra uma relação positiva entre a produção e o preço do bem.

 

15) Os produtos in natura apresentam demanda inelástica à preço. O que significa isso? Que conseqüências têm para as empresas rurais? O que fazer para mudar essa situação?  

 

Resposta: Um produto tem demanda inelástica quando a sua procura tem baixa variação em decorrência de alterações nos preços. Os produtos in natura são inelásticos porque estão vinculados a um consumo necessário e básico, tanto como matérias primas como para alimentação direta. Isso significa que quando o preço baixa a procura aumenta menos do que proporcionalmente e a receita do produtor cai. Por outro lado, quando o seu preço aumenta a procura também varia pouco e a receita do produtor aumenta. O produtor deve, por isso, temer uma superprodução, pois a queda nos preços resultará em queda na receita. Essa situação teórica não muda, o que pode mudar é o produtor tentar oferecer produtos de maior valor agregado, que atraia o consumidor e torne o seu produto mais elástico.

 

16) No livro “Exercícios Selecionados de MICROECONOMIA”, de Hélio Socolik, na página 77, exercício 37 da seção Teoria do Consumidor – Abordagem Cardinal – como é possível chegar-se a uma medida da elasticidade preço da demanda somente a partir das curvas de indiferença? 

 

Resposta:  Observe que o preço do bem X diminuiu, pois a curva do efeito preço deslocou-se para a direita. Antes no ponto de equilíbrio A, e agora no ponto B, o consumidor consome mais do bem X, mas consome menos do bem Y. Se o consumidor consome menos do bem Y, dada a sua renda constante, a causa é que o aumento do consumo do bem X é mais do que proporcional, isto é, o bem X é elástico.

 

17) Comente, utilizando gráficos, a condição de equilíbrio do consumidor, onde |TMS|=P1/P2.  

 

Resposta: O consumidor possui um mapa de curvas de indiferença, cada uma delas indicando suas preferências. As curvas são convexas e a sua inclinação indica a taxa marginal de substituição (TMS). O consumidor deseja situar-se na curva mais à direita possível. Enquanto isso, a restrição orçamentária é a renda, representada por uma reta cuja inclinação é p1/p2, ou seja, a relação entre os preços. O equilíbrio se dá justamente onde a curva mais à direita tangencia a reta orçamentária. Como nesse ponto de tangência as inclinações são iguais, TMS = p1 / p2.

 

18) O que a lei de dos rendimentos decrescentes implica no formato da curva de custo marginal?

 

Resposta: O custo marginal crescente é a contrapartida dos rendimentos decrescentes. Segundo a lei dos rendimentos decrescentes, cada unidade adicional de um recurso variável acrescenta cada vez menos à produção total (a produção marginal é decrescente). Assim, para se produzir unidades adicionais do produto é preciso incrementos cada vez maiores nos recursos, o que implica em custos crescentes. O formato da curva de custo marginal é crescente e convexa.

 

19) Indique se a seguinte afirmação é falsa ou verdadeira: “Se o custo da mão-de-obra por bicicleta produzida for de R$ 20,00 e o custo da matéria-prima por bicicleta for de R$ 30,00, o custo médio total, em curto prazo, é de R$ 50,00.”

 

Resposta: O custo médio é o custo total, dividido pela quantidade produzida. De acordo com os dados, cada bicicleta tem um custo inalterável de $50, que é portanto o custo médio. Verdadeiro.

 

20) (Analista do Banco Central do Brasil/1997) Se a demanda é inelástica, a receita total varia inversamente com o preço.

 

Resposta: Incorreto. Se a demanda é inelástica, a quantidade procurada varia menos do que proporcionalmente à variação no preço. Assim, um aumento no preço faz a receita da empresa crescer e uma diminuição no preço faz a receita cair. A relação é direta, e não inversa.

 

21) (Analista do Banco Central do Brasil/2000) O conceito de elasticidade cruzada da procura visa mensurar a alteração relativa na quantidade procurada de um produto em função da mudança relativa no preço de um segundo produto.

 

Resposta: Correto

 

22) (Analista do Banco Central do Brasil/2000) Com relação à elasticidade-preço cruzada da procura, dois produtos serão considerados substitutos se suas elasticidades cruzadas forem negativas. 

 

Resposta: Incorreto. Elasticidade cruzada negativa significa que se o preço do bem X aumenta, a quantidade do bem Y cai (e vice-versa). É o caso de bens complementares, como café e açúcar.

 

23) (Analista do Banco Central do Brasil/2000) A procura por um bem tende a ser menos elástica quanto maior for a quantidade de usos para esse produto.

 

Resposta: Incorreto. Quanto maior o número de usos para um bem, mais fácil é ele encontrar substitutos e é, portanto, mais elástico.

 

24) (Analista do Banco Central do Brasil/2000) A elasticidade-preço da procura por um bem mede a reação, em termos proporcionais, da quantidade procurada do bem em função de uma mudança no seu preço, quando todos os outros parâmetros permanecem constantes.

 

Resposta: Correto.

 

25) (Analista do Banco Central do Brasil/2000) Para uma determinada empresa, o aumento de preço de um produto significará redução da receita total se a elasticidade-preço da procura for menor do que a unidade.

 

Resposta: Incorreto.

 

26) (Analista do Banco Central do Brasil/2006) A teoria dos ciclos econômicos reais pretende que as flutuações econômicas de curto prazo devam ser explicadas assumindo que os preços da economia sejam totalmente flexíveis, ao contrário da teoria keynesiana, que os considera rígidos no curto prazo. Analise as seguintes afirmativas sobre essa teoria:  

 

I – a quantidade ofertada de mão de obra depende positivamente dos incentivos econômicos oferecidos ao trabalhador.

 

II – se os salários dos trabalhadores estiverem altos ou a taxa de juros for elevada, os trabalhadores preferirão trabalhar menos e a economia entrará em recessão.

 

III – a aprovação de uma legislação muito restritiva ou o aumento do preço internacional do petróleo não são fatores que podem induzir a economia à recessão.

 

IV – a oferta de moeda é endógena e a expansão dela em função do crescimento econômico pode dar a ilusão de que a moeda não é neutra, embora ela o seja de fato.  

 

É correto o que consta apenas em:

a) I, II e III.

b) III e IV.

c) I e IV.

d) II e III.

e) I e II.

 

Resposta:  Opção c. A teoria dos ciclos econômicos reais procura explicar as flutuações econômicas de curto prazo, como uma alternativa à teoria keynesiana. Segundo esta, os preços e os salários são rígidos a curto prazo e as políticas monetária e fiscal são eficientes no sentido de alterar a produção e o emprego. A teoria dos ciclos econômicos reais segue os pressupostos clássicos, segundo os quais os preços e os salários são flexíveis e as variáveis nominais não influenciam as variáveis reais. Vamos comentar um pouco essa teoria a partir das afirmativas que oferece.

A afirmativa I é correta, pois a teoria admite que a produção de curto prazo é influenciada pela oferta de trabalho, e que a disposição dos trabalhadores em oferecer mais horas de trabalho depende de incentivos econômicos, como os salários reais maiores.

A afirmativa II é incorreta, pois salários e juros maiores incentivam o trabalho. Uma taxa de juros mais alta é incentivo a trabalhar no sentido de que a aplicação do valor do salário rende mais e aumenta o custo de oportunidade de não trabalhar e não ter renda.

A afirmativa III também é incorreta. Esse caso é decorrente dos choques tecnológicos que afetam a economia, fazendo variar a oferta do produto. Uma condição climática adversa, uma legislação ambiental restritiva e aumentos dos preços do petróleo são exemplos de choques adversos, que resultam em queda na produção e no emprego, ou seja, em recessão.

A afirmativa IV é correta, pois a teoria mantém o pressuposto clássico de que as variáveis nominais, como a oferta de moeda, são neutras em relação às variáveis reais. Um aumento na quantidade de moeda concomitantemente a uma expansão na produção é explicado como um efeito e não como a causa dessa expansão.

27) Como calcular o custo médio? 

Resposta:  O custo médio é definido como o custo total de produção, dividido pela quantidade produzida. Consideremos que a função de custo total seja dada pela expressão CT = 5q2 + 10q + 2, sendo q a quantidade produzida em determinado período. Então, o custo médio seria CT/q = 5q + 10 + 2/q.

 

28) Suponha que um consumidor tenha uma função utilidade u(X1,X2) = X1(elevado a 1/4), X2 (elevado a 3/4). Sua renda é composta de 1.000 unidades monetárias. Os preços do bem 1 e do bem 2 são ambos uma unidade monetária.

 

Pede-se: 

A) Definir a cesta escolhida pelo consumidor.

B) Traçar a curva preço-consumo desse consumidor, especificando as cestas escolhidas quando o preço do bem 1 for 1/2, 1 e 2, permanecendo a renda e o preço do bem 2 constantes.

C) traçar a curva de Engel para o bem 1 ressaltando sua inclinação.  

 

Resposta:Trata-se de uma questão de maximização da utilidade do consumidor, dada a sua restrição orçamentária. A questão é resolvida com base em duas equações. Uma é: utilidade marginal do bem X1 / utilidade marginal do bem X2 = preço do bem X1 / preço do bem X2. A outra equação é: renda do consumidor = preço do bem X1 . X1 + preço do bem X2 . X2. As expressões das utilidades marginais são obtidas pelas derivadas parciais da função utilidade em relação a X1 e X2. Agora tente resolver.

 

29) O que são rendimentos de escala? Quais os três tipos que encontramos na economia?  

 

Resposta: Quando uma firma aumenta a quantidade de recursos empregados na produção, como por exemplo trabalho e capital, a produção total, como resultado, pode crescer mais do que proporcionalmente (rendimentos crescentes), na mesma proporção (rendimentos constantes), ou menos do que proporcionalmente (rendimentos decrescentes de escala). Por exemplo, se dobrar a quantidade de recursos e a produção crescer mais do que o dobro, os rendimentos são crescentes.

 

30) Porque a curva de Oferta é igual à curva de custos marginais a partir do ponto mínimo da curva de custo variável médio?  

Resposta: Isso ocorre em concorrência perfeita. Uma firma produz no ponto em que o preço for igual ao custo marginal. Mas o preço tem de cobrir os custos de produção. Os custos de uma firma são fixos (independente da produção) e variáveis (dependente da produção). Se o preço for tal que cobre os custos variáveis e os custos fixos, tudo bem. Se o preço for tal que não cobre os custos variáveis, não vale a pena produzir, mas ela deve arcar de qualquer maneira com os custos fixos. Se o preço for tal que cobre os custos variáveis e uma parte dos custos fixos, já vale a pena produzir em vez de não produzir, pois nesse caso ela não arcaria com todos os custos fixos. É por isso que a curva de Oferta começa quando o preço é pelo menos igual ao custo variável.

 

31) Diferença e discriminação de preços de 1º e 2º graus. Dê exemplos de cada um.  

 

Resposta: A discriminação do monopolista de 1º grau ocorre quando a firma vende cada unidade de seu produto, a preços diferentes. Por exemplo, em vez de vender 5 unidades por $10 cada uma e faturar $50, a firma vende a primeira por 20, a segunda por 18, a terceira por 15, etc., obtendo assim maior receita. A discriminação de 2º grau ocorre quando a empresa cobra preços diferentes de cada consumidor, conforme a quantidade adquirida. Por exemplo, uma empresa cobra preços menores para quem compra quantidades no atacado.

 

32) A demanda real de moeda de uma economia se expressa por M/P = 0,4Y – 40r em que Y iguala a renda real e r, a taxa de juros. A curva IS é dada por Y = 1000 – 350r. Considerando que a renda de equilíbrio desta economia é igual a 611,11 e que o nível geral de preços é igual a 1, o valor da oferta de moeda necessária para que se atinja essa renda de equilíbrio é igual a: 

 

a) 200

b) 300

c) 400

d) 500

e) 600  

 

Resposta: M/P = 0,4Y – 40r é a expressão do mercado monetário, isto é, a oferta é igual à demanda de moeda. Como P = 1 e Y = 611,11, podemos substituir: M = 0,4 . 611,11 – 40 r; M = 244,44 – 40 r. Precisamos achar r. No mercado de bens, Y = 1.000 – 350 r. Como Y = 611,11, podemos fazer 611,11 = 1.000 – 350 r; donde r = 1,1111. Substituindo na primeira expressão, tem-se M = 244,44 – 40 . 1,1111 = 244,44 – 44,44 = 200. Opção correta é a letra A.

 

33) (Eletronorte/2006) Considere uma indústria em concorrência perfeita com várias firmas, todas com a mesma função custo total dada por C(y) = y2 + 9, para y > 0 e C(0) = 0, onde y é a quantidade produzida. A demanda da indústria é dada por Q(P) = 144 – 2P, onde P é o preço e Q a quantidade da indústria. No longo prazo, o número de firmas da indústria é: 

a) 9

b) 44

c) 72

d) 132

e) 156

 

Resposta: Primeiramente, temos de saber que, no longo prazo, em um mercado de concorrência perfeita, o preço iguala o custo médio mínimo. Além disso, nesse ponto o custo médio iguala o custo marginal. Vamos calcular as expressões do custo médio (CMe) e do custo marginal (CMg). Como CMe = C(y) / y, tem-se CMe = (y2 + 9) / y = y + 9/y. Como o custo marginal é a derivada da função de custo total, tem-se que Cmg = 2y. Em concorrência perfeita e no longo prazo o custo médio mínimo é igual ao preço. Então, 2y = P. Como o custo marginal é igual ao custo médio, tem-se 2y = (y + 9 / y), donde y = 3 (cada firma produz 3 unidades). Qual o número de firmas? A demanda total é Q = 144 – 2P. Como Q é a quantidade total do mercado, pode-se fazer Q = nq, ou seja, o número de firmas vezes a quantidade produzida em cada uma, ou 3n. E como vimos que 2y = P, e y = 3, podemos, então, fazer: 3n = 144 – 2 (2y); 3n = 144 – 4.3 ; donde n = 44. Opção b.

 

34) Caro professor, estou com dúvida não é em relação a uma questão em específico, pois já encontrei diversas divergências em diferentes livros. Minha dúvida é relacionada ao Balanço de Pagamentos, pois já encontrei em livros lucros reinvestidos como debitando em rendas de capital e creditando em reinvestimentos, e já vi também apenas creditando em rendas de capital. Outra dúvida é sobre as transferências unilaterais de mercadorias (recebimento) na qual já encontrei debitando em importações e creditando em transferências Unilaterais, e vi em outros livros apenas creditando transferências unilaterais e não debitando nas importações, essa minha dúvida também já foi percebida em concursos onde alguns aceitaram uma ou outra forma de cálculo.

 

Resposta:

 

1º) Os lucros reinvestidos são uma parte dos lucros auferidos por estrangeiros que, em vez de serem remetidos ao exterior, são, como o nome diz, reaplicados no país. Assim, ter-se-iam dois lançamentos: o primeiro, o da remessa fictícia dos lucros para o exterior, a conta devedora sendo Lucros e a conta credora Haveres no Exterior, que representa a saída de dólares; e o segundo, a conta devedora é Haveres no Exterior, representando a entrada de dólares, e a credora é Lucros Reinvestidos. Como efetivamente não houve entrada e nem saída de dólares, o lançamento fica somente Lucros a Lucros Reinvestidos. É importante saber que a conta Lucros representa uma transação corrente, e a conta Lucros Reinvestidos representa uma transação de capital.

 

 

 

2º) As transferências unilaterais representam as transações sem contrapartida. O recebimento de uma doação de mercadorias não tem contrapartida. Então, o lançamento fica Importações a Transferências Unilaterais.

 

35) Um indivíduo que consome apenas dois bens, B1 e B2, tem uma função utilidade dada por U(b1,b2) = b1 + 46b2 – 2b2, onde b1 e b2 são, respectivamente, as quantidades consumidas de B1 e B2. Sua renda é de R$ 109, o preço de B1 é R$ 1 e o preço de B2 é R$ 10. A quantidade demandada de B1 é:  

 

Resposta:  Trata-se de uma questão de maximização da utilidade do consumidor, dada a restrição da renda. O procedimento é calcular o seguinte sistema de equações: UMgb1 / UMgb2 = pb1 / pb2; e renda = pb1.b1 + pb2.b2. A primeira expressão é a razão entre as utilidades marginais igual à razão entre os preços. As utilidades marginais são obtidas derivando-se a função utilidade total em relação a cada uma das quantidades. Assim, obtém-se UMgb1 = 1; e UMgb2 = 46 – 4b2. Os preços são 1 e 10. Então, fazemos 1 / 46 – 4b2 = 1 / 10. Resolvendo, achamos b2 = 9. Para acharmos b1, utiliza-se a segunda equação: 109 = b1 + 10.9; donde b1 = 19.

 

36) Uma firma tem uma função custo total de longo prazo dada por C(y) = 4y2 + 256, onde y é a quantidade produzida. No longo prazo, a firma ofertará uma quantidade positiva sempre que o preço for igual ou maior do que: 

(A) 8;

(B) 32;

(C) 64;

(D) 68;

(E) 512.

 

Resposta: A teoria microeconômica diz que no longo prazo a firma em concorrência perfeita deixa de auferir lucros extraordinários, pois é livre a entrada de novas firmas e, por isso, o preço diminui até igualar-se ao custo médio mínimo. A partir desse nível a firma somente aumenta a produção se o preço aumentar. Então, para se achar esses níveis de preço e de quantidade produzida é preciso fazer-se os seguintes cálculos:  1. A expressão do custo médio: (4y2 + 256) / y = 4y + 256 / y ou 4y + 256 y-1. 2. A expressão do custo médio mínimo (iguala-se a zero a derivada do custo médio): 3. – 256.y – 2  = 0; donde y = 8 (é o nível de produção a partir do qual a firma vai ofertar). 4. Como nesse ponto o preço é igual ao custo médio, fazemos 4y + 256 / y = 4.8 + 256 / 8 = 64.  Opção c. 

 

37) (Analista de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional/2005)  Com relação ao conceito de excedente do consumidor, é correto afirmar que:

a) o excedente do consumidor não sofre influência dos preços dos bens.

b) o excedente do consumidor pode ser utilizado como medida de bem-estar econômico com base nas preferências dos consumidores.

c) quanto maior o excedente do consumidor, menor será o bem-estar dos consumidores.

d) o excedente do consumidor não pode ser calculado a partir de uma curva de demanda linear.

e) a elevação das tarifas de importação aumenta o excedente do consumidor.  

 

Resposta: O excedente do consumidor é uma ferramenta utilizada na teoria microeconômica para se medir o bem-estar do consumidor, e a sua variação serve para aquilatar justamente os efeitos de intervenções governamentais na economia, como a fixação de preços máximos, preços mínimos, incidência tributária, concessão de subsídios e imposição de tarifas, dentre outras formas. É definido como a diferença entre a utilidade que cada unidade consumida de um bem traz para o consumidor (a utilidade marginal), menos o preço que é pago por essa unidade. No gráfico adiante, o excedente do consumidor é representado pela área A, entre a curva de demanda e a reta que representa o preço do produto (p1), pois o consumidor, até o nível de consumo q1, está obtendo utilidades marginais (representadas pelos pontos sobre a curva de demanda) superiores ao preço.

Através da sua definição e do gráfico, pode-se concluir que alterações no preço e na quantidade consumida alteram o excedente do consumidor, ou seja, seu bem-estar, o que contraria as opções a, c e d. Na opção e, a elevação das tarifas de importação é um exemplo de intervenção governamental que eleva o preço do produto e, portanto, também diminui o excedente. A opção correta é a letra b.

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